14.9.12

Pellets de madeira como alternativa à energia nuclear

A demanda por madeira destinada à produção de energia aumenta de maneira estável, e os analistas do setor acreditam que a tendência será reforçada com a decisão de alguns países industrializados de privilegiar fontes de energia renováveis e limpas frente à nuclear. O posicionamento sobre matéria energética mudou em certos países europeus após o acidente nuclear de Fukushima --como o anúncio da Alemanha de abandonar totalmente a energia atômica até 2022, mas também o aumento do preço do petróleo e do carvão impulsionou fortemente o mercado madeireiro. Esta matéria-prima é reconhecida como uma fonte de energia renovável e neutra do ponto de vista das emissões de dióxido de carbono. O crescimento mais marcante experimentado nos últimos anos são dos "pellets" de madeira (serragem compactada que apresenta um fator de combustão elevado), utilizados para a geração de eletricidade, segundo a publicação. De uma capacidade de produção de 9 milhões de toneladas em nível mundial --a metade na Europa-- passou para 16 milhões de toneladas no ano passado, 2 milhões menos que a capacidade total calculada. Estima-se que este ano a produção alcançará os 30 milhões de toneladas e que o aumento anual do consumo será da ordem de 11% até 2020.

CONSUMO MUNDIAL
A Europa é o primeiro consumidor de "pellets", com Suécia como o maior comprador com 20% do total mundial. O primeiro exportador e principal abastecedor mundial é o Canadá, embora o organismo considere que esta situação evoluirá com o desenvolvimento das capacidades de produção na Rússia. A revista avalia como "destacável" o crescimento do setor florestal na China na última década, onde a produção duplicou nos últimos cinco anos, alcançando US$ 300 bilhões em 2010. Entre 2009 e 2010, a produção de produtos florestais na China aumentou 29% e se transformou já no primeiro produtor mundial de tabuleiros de madeira.

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